No canto superior direito do site Cronópios , ao lado do relógio, um poema (poema - exagero do Pipol) meu entre dois Chicos - Chico Lopes e Chico Pascoal. Coloca a mãozinha na seta, meu bem...
Leia também O que é isto - Clarice Lispector? e Boas Novas
[do gr. palímpsestos, 'raspado novamente', pelo lat. palimpsestu.]. S.m. 1. Antigo material de escrita, principalmente o pergaminho, usado, em razão de sua escassez ou alto preço, duas ou três vezes[duplo palimpsesto], mediante raspagem do texto anterior
"Querida, você tem um coração na garganta"
Minha avó
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Jó e Santo Agostinho
Outra raspadinha (direto do twitter):
"Permiti, porém, que “eu, pó e cinza”, fale à vossa misericórdia."
Santo Agostinho
"Confundiste o meu nada; reduzido
A cinza e pó que sou, mereço a morte."
Livro de Jó
"Permiti, porém, que “eu, pó e cinza”, fale à vossa misericórdia."
Santo Agostinho
"Confundiste o meu nada; reduzido
A cinza e pó que sou, mereço a morte."
Livro de Jó
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Uma ação que vale mais do que 2683 caracteres
Aproveito para publicar no meu blog o comentário de meu marido que não foi publicado no Blog do Hélio de La Peña sobre Danilo Gentili, sua piadinha infeliz e sua explicação mais infeliz ainda sobre a piada (caso citado pela revista Fórum durante entrevista com Kabengele Munanga - dica da Ana Rüsche)
. Aliás, é de se pensar porque Hélio de La Peña não publicou seu comentário:
"O preconceito não está nos olhos de quem vê e sim nas palavras, as palavras não são vistas são compreendidas,o não entendimento é inabilidade para com a lingua, incapacidade intelectual , ou demência.O discurso de justificativa e ou explicação do Danilo Gentili tem a vaga e descabida tentativa de legitimar a normalidade de chamar negros de macacos.Palavra é coisa séria.É necessário responsabilidade para com a palavra,muitos desapareceram, ou se imortalizaram por ela, é necessário respeito pela história (que por sinal nos concedeu grandes privilégios como 400 anos escravidão, (nosso trabalho não foi remunerado durante um breve espaço de tempo...) miséria,abandono,indiferença, sub emprego,cotas..enfim.como podem ver no quesito concessões estamos bem também.Não queremos o que nos é dado, queremos sim o que nos foi tirado.Respeito é um dos quesitos.Esse tipo de identidade e de relacionamento não precisamos. Deixo de respeitar o Danilo Gentili , sua produção artística já não me interessa mais.Imagino que se os 65% da população (considerada como macacos) deixar de assistir ao CQC será também um grande Mico."
P.S.: em um dos comentarios, alguem afirmara que o preconceito estava nos olhos de quem via
. Aliás, é de se pensar porque Hélio de La Peña não publicou seu comentário:
"O preconceito não está nos olhos de quem vê e sim nas palavras, as palavras não são vistas são compreendidas,o não entendimento é inabilidade para com a lingua, incapacidade intelectual , ou demência.O discurso de justificativa e ou explicação do Danilo Gentili tem a vaga e descabida tentativa de legitimar a normalidade de chamar negros de macacos.Palavra é coisa séria.É necessário responsabilidade para com a palavra,muitos desapareceram, ou se imortalizaram por ela, é necessário respeito pela história (que por sinal nos concedeu grandes privilégios como 400 anos escravidão, (nosso trabalho não foi remunerado durante um breve espaço de tempo...) miséria,abandono,indiferença, sub emprego,cotas..enfim.como podem ver no quesito concessões estamos bem também.Não queremos o que nos é dado, queremos sim o que nos foi tirado.Respeito é um dos quesitos.Esse tipo de identidade e de relacionamento não precisamos. Deixo de respeitar o Danilo Gentili , sua produção artística já não me interessa mais.Imagino que se os 65% da população (considerada como macacos) deixar de assistir ao CQC será também um grande Mico."
P.S.: em um dos comentarios, alguem afirmara que o preconceito estava nos olhos de quem via
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Clarice Lispector, eu e os outros
Outra raspadinha (ou será plágio?): sempre que posso, pesquiso na internet publicações ou trabalhos relacionados à Clarice Lispector jornalista. Todos que leem este blog, e que por conseguinte me conhecem, sabem que estudo há mais de cinco anos as entrevistas realizadas por Clarice Lispector para as revistas Manchete e Fatos e Fotos. Hoje, descobri o artigo: "Diálogos possíveis com Clarice Lispector: um estudo do gênero entrevista na Revista Manchete", realizado por Michelle Moreira Braz dos Santos sob orientação de Marcelo Magalhães Bulhões para o XIV Congresso de ciências da Comunicação na região sudeste - Rio de Janeiro - 7 a 9 de maio de 2009. Já o título me chamou a atenção por ser muito semelhante ao da minha dissertação de mestrado: "Diálogos possíveis com Clarice Lispector: as entrevistas de uma escritora jornalista". Claro, a considerar que "Diálogos possíveis com Clarice Lispector" era o nome da coluna assinada pela escritora na Revista Manchete, a coincidência é também possível. Porém ao ler o texto notei incríveis semelhanças com minha dissertação, desde a fundamentação teórica até mesmo à construção de parágrafos inteiros. Comparo aqui uma passagem da minha dissertação a uma passagem do artigo para provar que ainda não enlouqueci:
"Em resposta à jornalista Isa Cambará, da revista Veja, sobre a necessidade de se publicar De Corpo Inteiro , uma coletânea com algumas de suas entrevistas realizadas para a revista Manchete, Clarice Lispector revela:
'Eu me expus nessas entrevistas e consegui assim captar a confiança de meus entrevistados a ponto de eles próprios se exporem. As entrevistas são interessantes porque revelam o inesperado das personalidades entrevistadas. Há muita conversa e não as clássicas perguntas.'"
[...] minha dissertação
"Em resposta à jornalista Isa Cambará, da revista Veja, sobre o motivo de publicar De Corpo Inteiro , livro que reúne entrevistas da revista Manchete, Clarice Lispector revelou:
'Eu me expus nessas entrevistas e consegui assim captar a confiança de meus entrevistados a ponto de eles próprios se exporem. As entrevistas são interessantes porque revelam o inesperado das personalidades entrevistadas. Há muita conversa e não as clássicas perguntas.' " [...](artigo)
Detalhe: minha dissertação sequer está na bibliografia do trabalho. Deixei os links no texto, para quem quiser comparar um com outro (sobretudo com o início de minha dissertação)
Provocação: raspadinha ou Ctrl C + Ctrl V?
"Em resposta à jornalista Isa Cambará, da revista Veja, sobre a necessidade de se publicar De Corpo Inteiro , uma coletânea com algumas de suas entrevistas realizadas para a revista Manchete, Clarice Lispector revela:
'Eu me expus nessas entrevistas e consegui assim captar a confiança de meus entrevistados a ponto de eles próprios se exporem. As entrevistas são interessantes porque revelam o inesperado das personalidades entrevistadas. Há muita conversa e não as clássicas perguntas.'"
[...] minha dissertação
"Em resposta à jornalista Isa Cambará, da revista Veja, sobre o motivo de publicar De Corpo Inteiro , livro que reúne entrevistas da revista Manchete, Clarice Lispector revelou:
'Eu me expus nessas entrevistas e consegui assim captar a confiança de meus entrevistados a ponto de eles próprios se exporem. As entrevistas são interessantes porque revelam o inesperado das personalidades entrevistadas. Há muita conversa e não as clássicas perguntas.' " [...](artigo)
Detalhe: minha dissertação sequer está na bibliografia do trabalho. Deixei os links no texto, para quem quiser comparar um com outro (sobretudo com o início de minha dissertação)
Provocação: raspadinha ou Ctrl C + Ctrl V?
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Minha vez!
Sei que é abusado (e um tanto irônico) de minha parte arriscar algumas palavras de crítico após postar uma crítica (hoje absurda) sobre um dos melhores livros da minha estante, mas por abusada e irônica que sou mantenho-me no teclado.
Gosto de livros que me desafiem, que ocultem outros sentidos, que não subestimem a inteligência do leitor, mas que, pelo contrário, exijam dela certo esforço. Por isso me irrito quando leio críticas que valorizam justamente aquilo que, na minha opinião, corresponde ao aspecto negativo da obra: o menosprezo pela inteligência do leitor. Não, não é interessante o texto de "linguagem simples e fácil", há que se privilegiar o extremo cuidado com as palavras, com a construção das frases.
Não, não é interessante o que se entende como "literatura pop". Aliás, pelo que tenho lido ultimamente, cheguei à conclusão de que o termo "literatura pop" é eufemismo. Gosto quando percebo que o repertório do escritor não se restringe a bandas de rock.
Por fim, gosto quando fecho o livro, mas este continua em mim, modifica meu olhar, e, por conseguinte, meu mundo. O que, por vezes, pra infelicidade minha, não ocorre, e, quando fecho alguns livros, consigo, no máximo, sentir raiva, raiva de quem o escreveu, de quem o editou, de quem o indicou (geralmente esses tais críticos camaradas!), de quem o vendeu e sobretudo de quem o comprou.
Enfim uma crítica pra não ser levada a sério, apenas o desabafo de uma leitora bolsista (entenda-se aqui, sem dinheiro!) que jogou no lixo 50 reais com livros ruins.
PS: Anônimo, que bom que é você, seu doce e eu o aguardamos neste final de semana aqui em casa, prontos a cometermos um crime!
Gosto de livros que me desafiem, que ocultem outros sentidos, que não subestimem a inteligência do leitor, mas que, pelo contrário, exijam dela certo esforço. Por isso me irrito quando leio críticas que valorizam justamente aquilo que, na minha opinião, corresponde ao aspecto negativo da obra: o menosprezo pela inteligência do leitor. Não, não é interessante o texto de "linguagem simples e fácil", há que se privilegiar o extremo cuidado com as palavras, com a construção das frases.
Não, não é interessante o que se entende como "literatura pop". Aliás, pelo que tenho lido ultimamente, cheguei à conclusão de que o termo "literatura pop" é eufemismo. Gosto quando percebo que o repertório do escritor não se restringe a bandas de rock.
Por fim, gosto quando fecho o livro, mas este continua em mim, modifica meu olhar, e, por conseguinte, meu mundo. O que, por vezes, pra infelicidade minha, não ocorre, e, quando fecho alguns livros, consigo, no máximo, sentir raiva, raiva de quem o escreveu, de quem o editou, de quem o indicou (geralmente esses tais críticos camaradas!), de quem o vendeu e sobretudo de quem o comprou.
Enfim uma crítica pra não ser levada a sério, apenas o desabafo de uma leitora bolsista (entenda-se aqui, sem dinheiro!) que jogou no lixo 50 reais com livros ruins.
PS: Anônimo, que bom que é você, seu doce e eu o aguardamos neste final de semana aqui em casa, prontos a cometermos um crime!
sábado, 25 de julho de 2009
Dou um doce
pra quem descobrir a que obra o crítico, cujo nome é mais um entre tantos, se refere:
"A obra do (((( é deficiente, senão falsa, no fundo, porque não enfrenta com o verdadeiro problema que se propôs a resolver e só filosofou sobre caracteres de uma vulgaridade perfeita; é deficiente na forma, porque não há nitidez, não há desenho, mas bosquejos, não há colorido, mas pinceladas ao acaso"
(a.p. - acho que já li algo muito parecido em algum lugar)
Resposta nos próximos capítulos
Pra não esquecer: meu blog está na lista de blogs da Ediciones Irreverentes, entre aqui e conheça também outros tantos blogs e sites bem interessantes
"A obra do (((( é deficiente, senão falsa, no fundo, porque não enfrenta com o verdadeiro problema que se propôs a resolver e só filosofou sobre caracteres de uma vulgaridade perfeita; é deficiente na forma, porque não há nitidez, não há desenho, mas bosquejos, não há colorido, mas pinceladas ao acaso"
(a.p. - acho que já li algo muito parecido em algum lugar)
Resposta nos próximos capítulos
Pra não esquecer: meu blog está na lista de blogs da Ediciones Irreverentes, entre aqui e conheça também outros tantos blogs e sites bem interessantes
domingo, 5 de julho de 2009
Conto a quatro mãos
O conto iniciado por mim e continuado por Débora (responsável também pelo título) agora nas Narrativas do Espólio. Pra quem não se lembra, é esse aqui
Estava me sentindo bem naquela manhã. Uma espécie de alegria sincrônica, um rombo no peito simultâneo ao que me dessem como garantia de vida naquela manhã. Certa música que ouvisse antes de ligar o rádio, de fato. Uma frase dita, antes que alguém pensasse em abrir a boca. Uma ligação importante concomitante (odeio esta palavra!) ao meu desejo de ser importante. “Não pode ser tão perfeito!”, pensei. Não estava acostumada com qualquer felicidade isenta de esforço. Sempre desconfio da alegria espontânea.
Tranquei meu quarto, já inclinada à bondade. Aproveitei meu café da manhã com a boca mais doce, receptiva, distraída ante uma felicidade por se roubar. Mastiguei macio o pão amanhecido, mergulhado no café frio. Rumo à loja onde trabalho, larguei-me no confortável movimento de minhas pernas. Que sensação, por Deus!
Os rostos cansados bocejavam duvidosos, qualquer esboço de felicidade era incompatível com um metrô abarrotado de desilusão. Encaravam-me solitários e céticos. Estiquei meu sorriso, como uma afronta.[...]
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dia do livro
Ganhei o meu primeiro livro quando ainda não sabia ler. Um livro sem texto. Apenas figuras e uma enorme vontade de se preencher o que não estava escrito. O livro exerceu em mim tamanho fascínio que seus personagens e suas cenas se perpetuaram na minha memória: aquele senhor alto e magro, aquele sorvete a se derreter nas mãos de um sorveteiro cansado, aquele dia verde e quente, aquela criança que também era eu, hipnotizada ante um mundo por se descobrir. Inventava histórias infinitas, que por vezes se encontravam, por outras se escondiam, por outras não se repetiam e por outras se copiavam. Aos quatro anos de idade fui enfeitiçada de fato pela magia da ficção. Seu feitiço permeou minha vida sob a forma de outros livros, estes já com textos, palavras, mas sem imagens, um ponto a favor à minha imaginação. O que me faz ainda hoje inventar histórias. E ainda hoje abrir um livro como quem nasce.
Por isso hoje não poderia deixar de escrever sobre o livro, deste dia tão especial. Dia também de São Jorge e de São Pixinguinha, diga-se, razão pela qual gosto ainda mais de 23 de abril.
Por isso hoje não poderia deixar de escrever sobre o livro, deste dia tão especial. Dia também de São Jorge e de São Pixinguinha, diga-se, razão pela qual gosto ainda mais de 23 de abril.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Boris Vian
http://www.youtube.com/watch?v=4b5Cs0AlsZM
Não consegui postar o vídeo, mas vale a pena visitar o link!
Não consegui postar o vídeo, mas vale a pena visitar o link!
Assinar:
Postagens (Atom)