"Querida, você tem um coração na garganta"
Minha avó

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Revista Zunái, edição XX

Estou entre os onze novos narradores apresentados pelo escritor Marcelino Freire, com o conto As caixas de papelão da família A. Almeida. Leia aqui
A propósito, a XX edição da revista Zunái está incrível: 

  • Flores de cerejeira: breves considerações sobre o haicai no Brasil, de Gustavo Felicíssimo.
  • Luigi Russolo e a arte dos ruídos: uma introdução à música futurista, de Sérgio Medeiros.
  • Cartas de Luanda: O dinheiro nas marcas simbólicas da água, de Abreu Paxe.
  • “Uma poesia solar: aquela que dialoga com o mistério da semente.” Uma conversa com o poeta angolano João Maimona.
  • Galeria: exposição virtual de Francisco Faria.
  • Depoimentos e Debates: É possível mudar o cânone literário?
  • Alguns contos: onze novos narradores, apresentados por Marcelino Freire.
  • Poemas de Wilson Bueno, Horácio Costa, Virna Teixeira, Micheliny Verunschk, Yao Feng, Fernanda Dias.
  • Traduções de Joyce Mansour (Inglaterra), Malcolm de Chazal (Ilhas Maurício), Norma Cole (EUA), Edmond Jabès (Egito), Adonis (Líbano), Shu Wang (Macau), Sohrab Sepehri (Irã).
Zunái, Revista de Poesia & Debates: www.revistazunai.com.
Preço: Inefável; inconcebível.
Onde encontrar: no ciberespaço, essa “Gran Cualquierparte” (Vallejo).
Extraído do blog da Zunái

 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Capitu em Moscou

Minha grande amiga, poeta, pesquisadora, e pessoa incrível, Andrea de Barros, criou um site bem bacana sobre a estada dela em Moscou. O site é atualizado todos os dias com suas experiências como doutoranda bolsista e como estrangeira em um lugar tão distante. Suas palavras sobre o site: "encontrar Machado de Assis na Rússia é minha proposta em Moscou, nos próximos seis meses. O roteiro, as impressões e os desafios dessa busca, vou deixando por aqui, esperando pistas e comentários de quem quiser me acompanhar."
Vale a pena conferir. Clique aqui

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Anuncie aqui

Aproveito que o blog agora tem novos seguidores - um dia chega aos cinco leitores - e renovo meu convite do dia  28 de janeiro de 2009:

Não sei se alguém reparou, mas o Palimpsesto agora tem publicidade. Quem quiser "anunciar" no blog, basta criar um "anúncio" com no máximo 300 caracteres além de um título curto e enviá-lo para o e-mail: verossi@uol.com.br. Somente serão publicados anúncios nonsense. O "anúncio" será linkado ao blog do seu "anunciante". Aceitamos muita criatividade como forma de pagamento.

Alguém se habilita? Caso contrário, os anúncios continuarão os mesmos, escritos por mim, apenas (auau), há mais de um ano!    

Diálogos

Os diálogos sempre me intrigaram (do Livro de Jó às crônicas do Luís Fernando Veríssimo)  Admiro aqueles que os dominam. Aliás, sempre acreditei que uma personagem, e, por conseguinte, o texto, ganha muito mais cores quando passa a ser delineada por suas falas em vez de descrita em longos parágrafos, na maioria, maçantes e limitantes (até rimou). Certamente os diálogos erigem o almejado texto polifônico.
Por outro lado, tanto em Estamos todos bem quanto em Telefone sem fio, minhas personagens são descritas não muito pelo que dizem, mas, sobretudo, pelo que não conseguem dizer, aquela frase presa na garganta, no caso de Estamos todos bem, ou aquele sarcasmo diluído em um suspiro arrastado, no caso de Telefone sem fio. Meus diálogos são costurados e remendados pelo silêncio, este sim, sua causa secreta.
         
  

Homem Comum

"Eram apenas ossos, ossos dentro de uma caixa, mas os ossos deles eram dele, e ele aproximou-se dos ossos o máximo que pôde, como se a proximidade pudesse estabelecer um vínculo com eles e atenuar o isolamento causado pela perda do futuro e religá-lo a tudo o que havia ido embora. (..) Os ossos eram o único consolo que restava para alguém que não acreditava na vida após a morte e sabia, sem nenhuma dúvida, que Deus era uma ficção, e que aquela vida era a única que ele teria."

Philip Roth (para quem, no final, não serão apenas ossos) - Homem Comum; tradução: Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2007

Um dos melhores escritores contemporâneos.

Por falar em escritores contemporâneos, aviso aos navegantes à vela, a literatura segue viva, vivíssima: Cronópios, o melhor site de literatura do Brasil

terça-feira, 30 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Teatro 1 1/2

O grupo Teatro Para Alguém em parceria com o Cronopios, criou o projeto Teatro 1 1/2. O projeto tem como objetivo apresentar em apenas um minuto e meio textos adaptados e encenados via Web. Os textos estão sendo selecionados entre os dos autores cronopianos. A primeira peça apresentada ao vivo dia 12 de março você confere aqui. Vale a pena, belo texto do William Lial e interpretação incrível de Eduardo Waddington. Na próxima sexta será encenado o texto de Andréa del Fuego, Um milhão de vezes. No dia 26 um texto meu: A sete palmos, que na realidade é um trecho do meu livro Telefone sem fio (pra quem me lê aqui, sabe de que livro se trata!). E no dia 9 de abril (a data está errada no Cronópios), será a vez de Silas Corrêa Leite, que terá o texto A Nave encenado. Mais informações aqui

domingo, 14 de março de 2010

O Velório

Texto meu publicado no Cronópios. Leia aqui

quarta-feira, 10 de março de 2010

Silas Corrêa Leite

Sempre acreditei que o leitor é tão importante quanto o escritor, de tal forma que sem o primeiro a obra literária inexiste. Acho interessante que meu livro Estamos Todos Bem vem ganhando a forma de algumacoisaliterária ainda sem ser publicado, justamente em decorência das diferentes leituras que vem recebendo. Pois um grande poeta escreveu sobre meu livro uma das frases que mais me tocaram neste ano: "ESTAMOS TODOS BEM invocam os mistérios de uma vida exposta, angústias de uma mulher moderna, desesperanças, vontades íntimas, a descoberta de sentimentos, arrebentações, seduções, triângulos ocasionais, feito um inventário de um contemporâneo mundo-mulher, em que a feminilidade aqui e ali se desarranja, como ora se recompõe, onde há conflitos de interesses, a própria cruz da personagem principal que é arrumar gavetas (interiores) dos outros, peça por peça, como se quisesse, por assim dizer e por si mesma, acertar suas contas pessoais com a vida, com as etiquetas sociais, as regras e convenções que veste, despe, ora significando alguma coisa, ou muito pelo contrário, ora não tem profundidade, mas pontua a invocação de prisma, dá uma metáfora à vida amarrada de uma mulher moderna caindo em si e às vezes se perdendo de si." Somente um poeta da envergadura de Silas Corrêa Leite pra ter uma sacada dessas! Este trecho pertence à linda resenha que ele escreveu sobre o meu ineditável e inédito Estamos todos bem. Leia mais aqui

E aqui sua última colaboração no Cronópios, site para o qual escreve regularmente. A propósito, o nome H2Horas é criação dele.

E aqui uma crônica muito bonita que ele acabou de publicar. Por ela descobri que Silas não colabora em apenas 20 sites mas em quase QUINHENTOS sites!